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A flexibilização do dress code no ambiente de trabalho

Flexibilização do Dress Code no trabalho

Você sabe se existe uma flexibilização do dress code no seu trabalho?

As roupas que gosta de usar, com as quais você mais se identifica, e que mostram a sua personalidade, estão alinhadas com as expectativas do seu empregador?

Ou você vive um dilema interno, pois há a imposição de um dress code diferente do que gostaria de usar?

Existe um grande debate nas empresas sobre o que é considerado “apropriado” para o ambiente de trabalho e esse debate costuma considerar fatores como, por exemplo, o escopo de trabalho, nível hierárquico e sexo do trabalhador(a).

A grande maioria das empresas possui um dress code, isto é, um “código de vestimenta”, para ajudar os seus profissionais a passarem a imagem desejada aos clientes externos, e para gerar certa padronização de sua própria identidade e marca, fortalecendo uma cultura organizacional única.

No entanto, é importante ressaltar que, enquanto a prática de um dress code pode fazer o colaborador se sentir acolhido e com senso de pertencimento ao se identificar com as regras de vestimenta, esse mesmo dress code pode implicar em um sentimento de discriminação em função de eventuais restrições baseadas em lógicas arcaicas de segregação, em especial sobre o que é “apropriado” para homens e mulheres

Neste post, vamos conhecer com mais detalhes o que é o dress code, sua importância e os impactos de sua flexibilização no trabalho, seja no ambiente corporativo ou no home office. Confira!

 

O conceito de dress code

Traduzido livremente como “código de vestimenta”, o dress code é utilizado para organizar e padronizar o visual dos trabalhadores em diferentes ocasiões, sejam elas dentro ou fora do ambiente corporativo.

Geralmente, esse código é criado pelo setor de RH, de acordo com a cultura organizacional e direcionado ao ramo de atuação da empresa.

Por exemplo: profissionais que atuam em uma empresa no ramo hospitalar, geralmente utilizam jaleco branco quando fazem parte da área técnica (médicos, enfermeiros, técnicos de laboratório) e a equipe administrativa e atendimento ao cliente utiliza um uniforme de outra cor. Dessa forma, é possível que qualquer pessoa consiga diferenciar os profissionais.

O dress code não se confunde com equipamentos de proteção do individual (EPIs), que podem ser necessários a depender do ramo de atuação da empresa e da função do trabalhador, que deve obedecer a protocolos de segurança estabelecidos por lei e outras normas aplicáveis à categoria profissional.

Caso a empresa não tenha um dress code oficial, é importante observar como os demais colaboradores da sua organização se vestem, pois a própria cultura da empresa pode trazer uma forma de se vestir de forma mais implícita.

 

Dress code no trabalho

Talvez você nunca tenha pensado sobre isso, mas existem profissionais que se incomodam bastante com o fato de terem que usar uniforme diariamente, pois acreditam que sua personalidade fica escondida por trás do padrão estabelecido.

No entanto, existem profissionais que preferem usar uniforme, pois é uma padronização e uma facilitação, pois a pessoa não precisa se preocupar com o que vestir no dia seguinte.

Não foi à toa que Steve Jobs utilizou o mesmo conjunto – calça jeans e camiseta preta – durante toda sua trajetória profissional. Para ele, seu tempo era precioso demais para gastá-lo escolhendo o que vestir.

Nas organizações, a política de dress code oficial ou implícita pode refletir os valores predominantes da empresa e a percepção que ela deseja passar para seus clientes e para a sociedade. Por exemplo, um traje que transmita maior conexão ou que passe mais confiança pode fazer uma grande diferença no fechamento de um novo negócio.

Em verdade, o dress code tende a ter como principal objetivo a coesão entre a função desempenhada pelo profissional e o ramo da empresa, tendo o intuito de manter os colaboradores condizentes com a situação e o ambiente.

Por exemplo, a utilização de um traje mais formal em uma reunião na qual o objetivo é fazer um empréstimo com o banco pode auxiliar na obtenção desse empréstimo, pois a formalidade da vestimenta apela para concepções sociais construídas sobre a ideia de que quem se veste de maneira mais formal é mais responsável ou mais bem-sucedido.

Ao mesmo tempo, um traje formal faria do indivíduo um peixe fora d’água para uma reunião com jovens empreendedores, funcionários de startups ou empresas que produzem jogos de videogame.

Por isso, ao implementar um dress code na empresa, é importante que o RH considere, inicialmente, as seguintes questões:

  1. Qual é a primeira impressão que deseja passar?
  2. A vestimenta está de acordo com o socialmente esperado para aquele tipo de situação e ambiente?
  3. O dress code estabelecido impõe alguma discriminação entre os colaboradores?

Esta terceira questão é de extrema importância, em especial quando falamos da igualdade de condições entre homens e mulheres no trabalho. É comum que empresas mais antigas ou tradicionais não tenham passado seus códigos de vestimenta por revisões ao longo dos anos, fazendo permanecer no dress code oficial exigências muito diferentes para homens e mulheres no ambiente de trabalho.

Por exemplo, eventuais imposições quanto à utilização de salto alto para as mulheres ou a proibição da utilização de saias ou determinadas cores de esmaltes podem ser vista com reprovação e deve ser desencorajada. Ainda, uma organização que permite que homens utilizem tênis, sapatênis ou mocassins, mas não permite o mesmo às mulheres não pode ser considerada uma empresa inclusiva, podendo ser alvo de grande reprovação social, em especial pelas novas gerações.

 

Dress code flexível

Algumas organizações, devido ao ramo de negócios e à cultura, conseguem flexibilixar o dress code, implementando, por exemplo, a sexta-feira casual (“casual friday”), dia em que o profissional pode utilizar roupas mais descontraídas no ambiente de trabalho. Outras empresas estenderam esse dia como questão cultural e não possuem uma política específica ou restrições quanto as políticas internas de vestimenta.

 

No dress code

Também existem empresas que optam por não utilizar uma política de dress code, encorajando a liberdade, autenticidade e livre expressão de cada indivíduo. Essa flexibilização do dress code, que muitas vezes é inexistente, é muito comum entre empresas nos segmentos de startups, agências, ou empresas de comunicação e marketing.

Por terem em seu quadro a maioria dos colaboradores da geração Z, acredita-se que, ao deixar o profissional se expressar livremente por meio de suas roupas, pode aumentar sua criatividade, produtividade e melhorar o clima organizacional.

 

Dress code x home office

Com o início da pandemia de Covid-19 e a necessidade de manter as empresas e seus projetos em funcionamento, mesmo em lockdown, as empresas se reestruturaram e se reinventaram para que, em muitos casos, o profissional conseguisse trabalhar de forma remota.

Apesar das vantagens de estar em casa e não se preocupar com trânsito, transporte coletivo e os demais contratempos que as pessoas passam por terem que estar diariamente na empresa, o dress code no regime home office tem sido uma grande polêmica em meio a esse processo de adaptação, pois as empresas passaram “a entrar na casa das pessoas”.

Muitas pessoas confundiram o fato de estarem em casa com a não obrigatoriedade de uma apresentação pessoal adequada durante reuniões virtuais, entrevistas, feedbacks e tantos outros processos adaptados à nova realidade, razão pela qual algumas organizações se viram obrigadas reforçarem seus códigos de vestimenta para os funcionários que se distanciavam significativamente da formalidade esperada por essas organizações e instituições.

Em contrapartida, algumas empresas que adotavam uma cultura interna formal perceberam que flexibilizar a vestimenta no home office poderia dar muito certo e aprovaram a adaptação, tendo como resultado profissionais mais produtivos e focados, com mais qualidade de vida. Afinal, para grande parte das funções corporativas o que importa é a entrega de resultados ao final do período estipulado.

 

Conclusão

É importante compreender que cada empresa tem uma realidade e uma imagem a zelar. Portanto, cabe a cada uma analisar qual o dress code que melhor funciona naquele ambiente, seja ele presencial ou virtual, ponderando a formalidade necessária com o conforto e tratamento igualitário entre seus funcionários.

Por outro lado, antes de se juntar a determinada organização, cada indivíduo deve entender um pouco sobre o dress code estabelecido para refletir se será capaz de se adaptar e se está de acordo com a cultura da empresa, que pode ser compreendida também por meio de suas regras de vestimenta. Então, caberá ao funcionário seguir as políticas de dress code explicitas ou implícitas, assim como a eventual flexibilização do dress code ou a ausência de uma política específica.

É importante ouvir a opinião dos colaboradores e deixar que eles se expressem para que a decisão final seja a mais democrática possível, contribuindo para um clima organizacional favorável, sempre mantendo os princípios de respeito e segurança.

Em uma época em que a humanização do trabalho é essencial e o alcance de resultados é tão importante como a forma pela qual esses resultados são alcançados, a flexibilização do dress code se torna assunto essencial dentre as organizações. A política de vestimenta deve fazer parte de uma análise do RH do futuro, para que a contratação de profissionais com fit cultural e real skills seja a chave para o sucesso do indivíduo e da organização.

 

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